sexta-feira, 26 de junho de 2009

Convite a restaurantes, cafés, a todos os estabelecimentos comerciais que servem alimentação.

Hoje em dia não se pode mais negar a relação que há entre pecuária e aquecimento terrestre e está mais fácil admitir que o consumo de carne causa grande impacto no meio ambiente, degradando-o a ponto de ser mesmo boicotado por redes comerciais brasileiras e internacionais.
Hoje há mesmo cidades que fazem campanha para sermos vegetarianos para que se consiga diminuir o desmatamento acelerado da Amazônia. (Ver links abaixo)
Em função disto e principalmente por questões de cunho ético que partem da idéia de que os animais não deveriam ser explorados pelos seres humanos, criou-se um projeto que se chamou de Onda Verde. Isto aconteceu antes de Paul MacCartney ter também criado uma campanha convidando as pessoas a serem vegetarianas às segundas-feiras. Também na Bélgica um prefeito foi além e propõe que estabelecimentos também sejam vegetarianos uma vez por semana.
Esta proposta da Onda verde ou “Veg-Day”, na versão internacional, originou-se a partir de uma proposta que buscava expandir o vegetarianismo e que começa timidamente em Porto Alegre, ainda numa versão já vegetariana em que alguns restaurantes já vegetarianos passam a ser mais verdes uma vez por semana e neste dia não servem nada de origem animal. Em Porto Alegre que em poucos anos viu crescer rapidamente o número de estabelecimentos vegetarianos, todos sempre bem freqüentados, este projeto persiste há mais de um ano.
Hoje já são quatro restaurantes que aderiram ao projeto. Neste projeto há um símbolo que passa a ser colocado nos sites e no próprio estabelecimento indicando que aquele restaurante de alguma forma está mais verde em dias determinados.
Mas é preciso ir além e queríamos convidar, ainda em Porto Alegre, para que finalmente algum estabelecimento não-veg tenha coragem de aderir e ser o grande precursor desta onda verde.
Da nossa parte, nossa experiência mais atenta, à questão sabe e arrisca que este dia acabará sendo bastante freqüentado, pois há várias variáveis atualmente levando a esta mudança. Há o aquecimento terrestre que somente agora sai da situação de negação sociológica que não permitia que se visse o que já se sabia que era a relação da pecuária, desmatamento e aquecimento terrestre e muita degradação da natureza. O outro grande fator, que é motivo de pesquisa minha desde 2006 e tema de livro a ser lançado, é uma mudança cultural também acelerada e visível que é mais forte e mais apelativa que o próprio aquecimento terrestre, se bem possa se dizer que até é fácil para não-vegetarianos abdicarem do gosto pela carne uma vez por semana. O outro elemento é que há uma grande mudança cultural e as pessoas começam a desnaturalizar o milenar hábito de comer animais à mesa (de cuidá-los inclusive com afeto para depois matar para comer) e recusam-se a consumi-los por questões éticas que é em disparada a principal motivação que tem levado muitas pessoas a mudarem de hábitos alimentares e de consumo. Inicialmente eu pensava que este hábito encontrava-se nas gerações mais jovens, mas depois percebi que muitas vezes os pais acabavam acompanhando os filhos e até mesmo os netos e também têm se tornado vegetarianos.
As grandes empresas acabaram por se render e começaram a criar produtos para este mercado em ascensão. Outros começam a surgir a partir desta proposta e hoje temos vários substitutos da carne, do leite e derivados que são adquiridos mesmo por não-vegetarianos. E o comércio vai além da alimentação, já que a proposta parte de uma preocupação ética e chega às roupas, calçados, acessórios e cosméticos, pois a idéia central nesta mudança é de que não se deve consumir nada que signifique o sofrimento animal e mesmo sua exploração e neste sentido são rejeitados também cosméticos e saneantes que tenham passado por testes em animais.
Para os adeptos, ativistas ou não, pouco importa a motivação e para as empresas tampouco, pois muitas têm experimentado o lucro certo neste consumidor verde.
Depois de explicar um pouco estes elementos para quem ainda não despertou para esta(s) realidade(s), lançamos o convite para que estabelecimentos convencionais (não-veg) façam adesão à proposta e participarem desta Onda Verde ou “Veg-Day” conforme sua escolha de participação. Nossa provocação é que isto vai acontecer mais dia menos dia e felizes os primeiros a aderirem para figurarem entre os precursores. Convidamos Porto Alegre que já trouxe inovações para ser também inovadora e entrar nesta proposta, ou “onda Verde”. Da nossa parte garantimos presença em peso de muitos vegetarianos, ativistas ou não, familiares e amigos e mesmo uma boa divulgação na imprensa como já aconteceu quando o movimento começou. Também será amplamente divulgado nas redes e sites e cada estabelecimento que aderir, além de ser divulgado e festejado poderá colocar o logo do projeto indicando a data do “dia mais verde”. Nós divulgaremos os estabelecimentos e estas datas. Nossa idéia é de que o vegetarianismo além de ser uma proposta ética que nos faz muito bem à consciência, seja também prazeroso, por isto nosso convite aos estabelecimentos para aderirem, porque é mais fácil para quem não está acostumado a privar-se da carne se descobrir o prazer que pode existir na comida vegetariana. (Para nós já um fato consagrado, principalmente na rede de restaurantes que hoje se ampliam por Porto Alegre). Além disto, é mais fácil se for uma proposta coletiva envolvendo os estabelecimentos do que um ato individual. Queremos somar e com isto fazer algo a mais que sozinhos seria muito mais difícil e não importa se por preocupação com a Amazônia ou com a exploração dos animais e fazer a nossa parte.
E aos pecuaristas e todo o setor que têm interesses a defender com o consumo da carne dizemos que é importante que eles também despertem para esta variável inegável e façam como as empresas mais inteligentes que aos poucos foram testando este novo mercado e viram que não éramos ameaça e nos fizeram nova fonte de lucros! Quanto antes despertarem para a realidade de que há este componente cultural muito forte mudando hábitos, mudando o consumo, muito mais forte que as marcas da natureza como o granizo, a seca, a chuva a neve, mais rapidamente vão poder também evitar prejuízos e criarem para si outras fontes de lucros. Tem sido assim desde os primórdios da história do capitalismo (ou antes) e aqueles que levarem isto em conta vão se sair bem. Uma mudança cultural vem de forma silenciosa, mais forte que a geada que queima a plantação, porque vai se impondo sem que a percebamos, pela própria condição do condicionamento social a que somos submetidos, mas produz seus efeitos. Foi assim na época da abolição da escravatura e os que teimaram em se manter presos ao passado foram os que mais tiveram prejuízos e têm sido assim a cada mudança, a cada novo paradigma que cresce primeiro na expressão dos excluídos ou excêntricos, mas que depois ganha espaço até que seja assimilado por todos.
E aos restaurantes e outros estabelecimentos fica o nosso convite. Pode ser no ritmo de cada um, nem que seja só um teste, nem que seja só um dia. Não há nada a perder, porque não arriscar e ficar na história? O ideal é avisar a clientela com antecedência e observar o resultado e ver que além de tudo a solidariedade também é verde e o estabelecimento estará repleto de vegetarianos, pretendentes a vegetarianos, ambientalistas, aliados e todos solidários a alguma causa, ambiental, defesa da fauna, ou simplesmente querendo participar da novidade, por isto a palavra: onda, tão envolvente e brasileira no sentido da novidade e participação.
Todos podem aderir: restaurantes, lanchonetes, cafés, hotéis, e mesmo nos supermercados propomos uma gôndola verde. É claro que oferecemos toda a orientação e assessoria que for necessária, sobre produtos verdes, sobre culinária e tudo que for necessário. A única regra é fazer neste dia tudo vegetariano, se for o combinado, ou vegano, se for o combinado. Temos até datas para os mais tímidos que poderiam ser utilizadas que combinam com esta proposta verde: uma vez por semana, uma vez por semestre, uma vez por ano!
Por que não tentar?

Veja abaixo datas que podem servir de sugestão. Dentro do projeto a data mais importante é o dia 25 de novembro, dia mundial sem carne, e neste dia queríamos que muitos aderissem.
Queremos começar com Porto Alegre, pois aqui foi a origem da proposta, mas a rede se espalha e teríamos pessoas em outras cidades que poderiam assessorar ou mesmo a distância tentaríamos dar cobertura, mas a medida que o tempo passa mais adesão de público vegetariano para ajudar e participar.
Interessados ou mesmo querendo conversar sobre o assunto enviem email para: veg@cadastroveg.org. Saiba mais neste blog : http://ondaveg.blogspot.com/
Recomendamos observar sites e links e ver a expansão do vegetarianismo e da proposta verde pelo mundo.
www.cadastroveg.org
Cidade Belga planeja ser vegetariana uma vez por semana
Para compreender os vegetarianos
Paul McCartney chama para campanha
Meat the truth -video
Estamos todos ficando vegetarianos
Sociedade Vegetariana
Seja um dos precursores em Porto Alegre.
Datas importantes para este movimento verde :
21 de março – dia internacional da Floresta
22 de abril - dia da Terra
05 de junho - dia do Meio Ambiente
16 de setembro – dia internacional da preservação da camada de ozônio
22 de setembro - dia da fauna
1 de outubro dia mundial do vegetarianismo
4 de outubro dia de São Francisco
1 de novembro – dia mundial do veganismo
25 de novembro meatlessday
10 de dezembro dia internacional dos animais

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Poderia dizer que sou psicóloga, socióloga ou pesquisadora,ou mesmo professora, mas prefiro dizer que sou apenas uma ativista engajada pelas causas que abraço, mesmo que as condições nem sempre permitam investir nestes projetos como eu gostaria.Minhas causas são as dos indefesos e/ou injustiçados, os animais, a natureza e os excluídos. Não basta ser sustentável, é preciso ser ético ! www.facebook.com/eliane.veggie e Twitter : @elianeveggie
Criei o cadastro-Veg, um registro de vegetarianos,veganos e aliados : www.cadastroveg.org.
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